#4 Jejum como potencializador do Detox

Alimentação

Jejum não é dieta.
É uma prática milenar.

O jejum é a melhor forma de limpeza do nosso corpo e faz parte de processos de Detox.
Na verdade, nosso corpo por milhares de anos foi adaptado a ficar longos períodos em jejum, mas com os hábitos modernos isso foi se perdendo.

Essencialmente, o jejum limpa nosso corpo de toxinas e força as células a processos que geralmente não são estimulados quando um fluxo constante de combustível dos alimentos está sempre presente.

Quando jejuamos, o corpo não tem seu acesso usual à glicose, obrigando as células a recorrerem a outros meios e substratos para produzir energia. Como resultado, o corpo começa a gliconeogênese, um processo natural de produção de seu próprio açúcar.

E quais são os principais benefícios?

  • Melhora do controle da insulina:
    Diminuição da insulina em jejum e da resistência à insulina.
    Um estudo feito com 10 pessoas com diabetes tipo 2 mostrou que o jejum intermitente de curto prazo diminuiu significativamente os níveis de açúcar no sangue. Enquanto isso, uma revisão descobriu que tanto o jejum intermitente quanto o jejum em dias alternados foram tão eficazes quanto limitar a ingestão de calorias na redução da resistência à insulina.
  • Renovação celular:
    Causa a chamada autofagia, que é um mecanismo de auto limpeza e renovação das células do corpo.
  • Emagrecimento:
    Pode potencializar a perda de peso e diminuição de gordura visceral.
    Algumas pesquisas mostraram que o jejum de curto prazo pode impulsionar o metabolismo, aumentando os níveis do neurotransmissor norepinefrina, o que pode aumentar a perda de peso.
  • Melhora de foco concentração e saúde mental:
    Aumento da proteína BDNF no cérebro e melhora o funcionamento cerebral.
    Em particular, estudos em animais sugerem que o jejum pode prevenir e auxiliar no tratamento de doenças como Alzheimer Parkinson. Mais estudos direcionados estão sendo realizados para avaliar os efeitos do jejum na função cerebral em humanos.
  • Estimula a produção de HGH:
    O aumento do hormônio do crescimento no corpo ajuda na queima de gordura e ganho de massa muscular.
    Um estudo mostrou que o HGH, o hormônio do crescimento, é estimulado pela realização do jejum. Embora esteja relacionado ao ganho de altura, o HGH também é responsável pela queima de gordura. Isso porque ele transporta a gordura armazenada para a corrente sanguínea para ser usada como energia.
  • Longevidade:
    Diminuição do envelhecimento e aumento da expectativa de vida das células.
    Vários estudos em animais encontraram resultados promissores sobre os efeitos potenciais do jejum no prolongamento da vida.
    Em um deles, ratos que jejuaram a cada dois dias experimentaram uma taxa de envelhecimento retardada e viveram 83% mais do que ratos que não jejuaram. Outros experimentos com animais obtiveram resultados semelhantes, relatando que o jejum pode ser eficaz no aumento da longevidade e nas taxas de sobrevivência.
  • Biogênese Mitocondrial:
    Aumento de mitrocôndrias, que são responsáveis pela produção de energia que dos carboidratos e gorduras.
    Elas oxidam esses nutrientes, ativando a produção de ATP, o combustível energético do corpo.

Quem não é recomendado jejum?

  • Gestantes
  • Lactantes
  • Quem está abaixo de um peso saudável.
  • Quem tem uma alimentação de má qualidade.
  • Quem faz uso contínuo de alguns medicamentos específicos, deve consultar o médico.

Alimentos que não quebram jejum:

  • Água
  • Limão
  • Glutamina
  • Chás (sem adoçar)
  • Café (sem adoçar)
  • Ervas
  • Raízes
  • Temperos

Principais protocolos de jejum intermitente:

  • 16/8:
    Jejum por 16h e ter uma janela de alimentação da 8 horas diárias.
  • 5 por 2:
    Comer apenas 500 a 600 caloria sem dois dias não seguidos da semana, Alimentação normal nos outros 5 dias.
  • 24 horas:
    Jejum de 24hs 1 ou 2x por semana e alimentação normal nos outros 5 dias.

Dicas para quebrar o jejum:

  • Consumir proteínas de qualidade.
  • Consumir Gorduras boas como oleaginosas.
  • Evitar refeições ricas em carboidratos.

Fontes

Boulder Medical CenterHealthlineScience Daily e Harvard Health Publishing

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